Alberto Campo Baeza dispensa apresentações, é um conceituado arquitecto espanhol que já ganhou inúmeros prémios e foi professor universitário em algumas das mais prestigiadas escolas de arquitectura do mundo como a Academia de Arquitectura de Mendrisio.
Um plano preto
O ponto de partida para este projecto foi a extraordinária paisagem, branca devido à cinza vulcânica, proporcionada pelo horizonte distante e o mar a oeste.
No centro encontra-se um lago de água salgada, onde as salinas foram formadas, rodeado por vários montes.

Dadas as características da paisagem, é proposto um plano dramático, situado no centro do terreno.
Surge um plano preto, composto por betão com cinza vulcânica da ilha.
A radicalidade é criada pela sua completa horizontalidade e pela definição de uma linha paralela ao horizonte a oeste, onde o sol se põe.
Enfatizado, parecendo ter surgido do mesmo solo plano onde se implanta. A enorme laje, 90 x 90 metros, existe sem que qualquer elemento se eleve de si, não dimuindo a sua força. Resultante deste pensamento, temos de “imergir” através do portal para chegarmos ao Centro.

A enorme plataforma, situada no ponto mais elevado da paisagem, projecta-se em consola. No nivel abaixo encontra-se o programa necessário está envolvido por uma “caixa de vidro” paralela à linha do horizonte, assemelhando-se a um ninho de pássaro: o Centro de Interpretação da Natureza, o restaurante e a loja.

Acima tudo é claro:a vista é dominada pela fantástica paisagem das salinas.
Vindo da estrada, com vista a tornar-se ponto de referência e simultaneamente esconder os veículos de transporte, é proposta uma enorme parede de pedra vulcânica, assemelhando-se a um quebra-vento tal como os que eram construídos à volta das salinas. A entrada é feita através de uma única abertura ao centro. O sombreamente do estacionamento será feito através de árvores. E apenas quando passamos o portão aparece a impressionante paisagem das Salinas, vista de cima, e realçada pela enorme plataforma preta.

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